segunda-feira, 25 de março de 2013

Que fazer com tantos carros nas estradas do planeta?


Actualmente, mais de um bilião de carros em todo o mundo provocam congestionamentos e outros problemas, nomeadamente uma enorme poluição ambiental, sobretudo nas grandes cidades. Espera-se que sejam cerca de 4 biliões de carros nas estradas do nosso planeta, em 2050.
Cientistas e engenheiros já estão a pensar em soluções alternativas para tentar reduzir os problemas causados pelo tráfego intenso nas cidades.
Fonte: ÚltimoSegundo

terça-feira, 19 de março de 2013

Cientistas criaram avatar mais parecido ao ser humano que se conhece


Cientistas da Universidade de Cambridge acreditam que criaram o avatar mais moderno até ao momento.
Os cientistas dizem que os avatares - representações gráficas de utilizadores no mundo virtual - podem ser usados em vários campos como, por exemplo, em mensagens, personagens de jogos, comunicação com o computador ou mesmo para transmitir emoções.
Zoe, o avatar com o aspecto mais humano que se conhece, criado pela Universidade de Cambridge, pode transmitir emoções como alegria, raiva, medo e ternura.
Fonte: ÚltimoSegundo

Uma rocha branca no Planeta Vermelho

Quando a roda do robô Curiosity esmagou a rocha Tintina, ficou exposta uma superfície branca brilhante, revelando a presença de minerais hidratados - Crédito:NASA/JPL-Caltech/MSSS

Uma rocha esmagada pelas rodas do robô Curiosity surpreendeu os cientistas da missão. A rocha, baptizada Tintina, partiu-se e expôs uma brilhante superfície branca, uma rocha invulgar na superfície do Planeta Vermelho.
Segundo os cientistas, a cor clara indica a presença de minerais hidratados que se formaram quando a água corria através do local onde o robô pousou, em tempos mais antigos. A rocha Tintina oferece mais uma evidência da presença de água na área da Baía de Yellowknife, no interior da Cratera Gale.
A rocha foi analisada e os pesquisadores detectaram um sinal muito forte de hidratação, que corresponde a todo o material branco que se vê, isto é, água que está ligada à estrutura mineral das rochas - água do passado retida e preservada nos minerais hidratados. O sinal de hidratação não aparece em nenhum outro lugar da imagem.

Astrónomos encontram algumas das estrelas mais jovens conhecidas

Lado a lado, imagens da mesma região ao redor da nebulosa Messier 78, onde algumas das 15 novas protoestrelas foram encontrados. Herschel detectou as protoestrelas muito jovens - os quatro círculos na imagem da esquerda - que eram demasiado frias para serem detectadas em observações anteriores da área pelo telescópio Espacial Spitzer da NASA (à direita). No lado esquerdo, a nebulosa Messier 78 é uma composição de três cores, a partir dos três telescópios: Herschel, Spitzer e ondas de rádio recolhidas pela APEX (Atacama Pathfinder Experiment), no Chile. À direita, a mesma região aparece numa composição de três cores, em observações de infravermelho de dois instrumentos a bordo do Telescópio Espacial Spitzer, da NASA - Crédito:NASA/ESA/ESO/JPL-Caltech/Max-Planck Institute for Astronomy

Astrónomos descobriram algumas das estrelas mais jovens conhecidas. Utilizando o Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia e NASA, conseguiram observar 15 protoestrelas no Complexo da Nuvem Molecular de Orion, a maior região de formação de estrelas perto do nosso Sistema Solar, situada na constelação de Orion.
O Observatório Herschel vê em infravermelho distante ou luz de comprimento de onda longo, o que lhe permitiu detectar as protoestrelas através das nuvens densas de gás e poeira que cercam as jovens estrelas, tornando difícil a sua detecção até agora. A descoberta dá aos cientistas uma visão sobre as fases mais antigas e menos compreendidos da formação de estrelas.
"Herschel revelou o maior conjunto de tais estrelas jovens numa região de formação de estrelas única", disse Amelia Stutz, principal autor de um artigo a ser publicado no Astrophysical Journal e pesquisador no Instituto Max Planck de Astronomia, em Heidelberg, Alemanha. "Com esses resultados, estamos mais perto de observar o momento em que uma estrela começa a formar-se."
As estrelas formam-se a partir do colapso gravitacional de nuvens maciças de gás e poeira. A passagem do gás frio para a bola de plasma super quente a que se chama uma estrela é relativamente rápida, pelos padrões cósmicos, com duração de apenas algumas centenas de milhares de anos. Encontrar protoestrelas nas primeiras fases pode ajudar os astrónomos a entender melhor como o processo de formação de estrelas prossegue nos primeiros estágios, que são os mais difíceis de observar.
Fonte: NASA

segunda-feira, 18 de março de 2013

Robô Curiosity detecta novas evidências de presença de água em Marte

Nesta imagem da rocha chamada 'Knorr," o código de cores mapeia a quantidade de minerais hidratados indicada por índices de brilho medidos pela câmera de mastro do Curiosity (Mastcam). O vermelho indica um sinal mais elevado de hidratação. O mapa mostra que os sinais mais fortes para a hidratação estão associados a veios de tons claros distribuídos na rocha. A imagem e os dados para avaliar a hidratação da rocha resultam de uma observação da Mastcam, em 20 de Dezembro de 2012 - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS / ASU

A semana passada, a equipa de cientistas que trabalha com o robô Curiosity anunciou que a análise do pó extraído de uma rocha sedimentar perfurada, em Marte, indica condições ambientais favoráveis ​​à vida microbiana no passado do planeta vermelho. Nesta segunda-feira (18 de Março), a mesma equipa sugere que essas condições se verificam para além do local da perfuração.
O robô Curiosity detectou evidências de minerais hidratados nas rochas perto onde ele já havia encontrado minerais de argila no interior da rocha perfurada.
Os pesquisadores usaram imagens em infravermelo de uma câmara do robô (MastCam) e um instrumento que dispara neutrões para o chão, Dynamic Albedo of Neutrons (DAN), para procurar hidrogénio, e encontraram mais hidratação de minerais nas rochas perto dos locais ricos em argila do que noutras áreas que o Curiosity visitou anteriormente.
A câmara do mastro do robô (Mastcam) também pode servir como ferramenta de detecção de um mineral e detecção de hidratação, informou Jim Bell da Universidade do Estado de Arizona, Tempe. "Algumas rochas contendo ferro e minerais podem ser detectadas e mapeadas usando a Mastcam com filtros de infravermelho próximo."

Vulcão russo activo visto do espaço

Vulcão activo Kizimen, na Península Kamchatka da Rússia, captado em cor natural pelo satélite Earth Observing-1 (EO-1), da NASA, em 12 de Março de 2013 - Crédito: NASA Earth Observatory/Jesse Allen e Robert Simmon

O vulcão Kizimen, na Península Kamchatka da Rússia, permaneceu activo durante o mês de Março de 2013. A imagem, em cor natural, foi captada pelo satélite Earth Observing-1 (EO-1), da NASA, em 12 de Março, e mostra uma nuvem vulcânica, enquanto a neve cobre um fluxo de lava no flanco leste do vulcão, que escorre desde Fevereiro de 2012, e continua a crescer um ano depois.
Kizimen é um estratovulcão íngreme e inclinado, com 2.376 metros de altura, composto por camadas alternadas de cinzas vulcânicas, lava e detritos e com uma forma semelhante ao Monte St. Helena, antes da sua erupção explosiva, em 1980. A Península Russa de Kamchatka tem 29 dos vulcões activos do mundo, de acordo com o Programa Global de Vulcanismo, do Instituto Smithsonian.
O vulcão russo apresentou alguma actividade eruptiva no final de 1920, e permaneceu aparentemente calmo durante o resto do século 20. Voltou a agitar-se em Julho de 2009, com abundante actividade sísmica, até 120 terramotos por dia, indicando que o magma subterrâneo se estava a mover.
Em Novembro de 2010, Kizimen teve uma forte erupção fissural - a erupção vulcânica ocorre ao longo de uma fissura - originando avalanches de rochas e gases quentes (fluxos piroclásticos) em Fevereiro de 2011.
No início de Março de 2013, ele emitiu lava incandescente, avalanches quentes e erupções de gases e vapor, com alguma actividade sísmica moderada, de acordo com o site Earth Observatory, da NASA.

Nova ferramenta online sobre plantas invasoras em Portugal

Acácias são plantas invasoras em Portugal (wikipédia)

O novo site «invasoras.uc.pt» tem como objectivo "sensibilizar e educar a população para proteger os habitats nativos e áreas de produção florestal e agrícola".
O projecto, coordenado pela investigadora Elizabete Marchante, é uma criação da Universidade de Coimbra em parceria com o Politécnico da mesma cidade, o Centro de Ecologia Funcional e o Ciência Viva.
As plantas invasoras têm impactos negativos na biodiversidade e podem originar vários problemas, nomeadamente o aumento do risco de incêndios e alterações na disponibilidade hídrica.
Os desequilíbrios provocados nos ecossistemas pelas plantas invasoras podem ser muito graves e afectarem outras espécies. É o caso, por exemplo, do priolo, uma ave endémica de S. Miguel, e que está seriamente ameaçada devido ao avanço de plantas invasoras, que estão a destruir a floresta nativa da qual depende. A sua conservação passa pelo controlo das espécies invasoras e recuperação da floresta laurissilva que constitui o seu habitat natural.
O site é uma ferramenta online onde o cidadão comum pode conhecer melhor as plantas invasoras em Portugal, através de fichas descritivas das espécies, e ainda como podem ser controladas. Além disso, permite uma maior participação de todos, assinalando focos de plantas invasoras no território nacional, através de uma aplicação para dispositivos Android e um mapa de avistamentos.
Professores e educadores também encontram materiais de apoio para actividades de educação ambiental dirigidas aos mais novos.
Fonte: Via CiênciaHoje

Descobertos corpos de vítimas da peste negra em Londres


Escavações do sistema de transporte de Londres revelaram os esqueletos de 13 vítimas da peste negra, no século 14. Os arqueólogos pensam que o local faz parte de um cemitério que pode abrigar os restos mortais de cerca de 50.000 pessoas, mortas pela Peste Negra em Londres, há mais de 650 anos.
De acordo com Don Walker, arqueólogo do Museu de Londres, as análises de DNA dos esqueletos podem ajudar a entender melhor a pandemia de peste bubónica que afectou toda a Europa e matou cerca de 40% da população britânica, após o início do surto, em 1348. 
Fonte: BBC Brasil

domingo, 17 de março de 2013

O céu nocturno a oeste, visto pela minha máquina

Quase no fim deste domingo (17 de Março), a oeste de Bragança, podemos observar uma "fatia" de Lua (em quarto crescente) por baixo de Júpiter. À esquerda, está a estrela Aldebaran e, um pouco mais adiante, a bonita constelação de Orion, o Caçador. Mas, o céu tem mais astros e é muito mais bonito visto com os nossos próprios olhos.

Biodiversidade de Bragança

Narcisos, também conhecidos por "anúncios", por indicarem a chegada da Primavera. Mas, de momento, o tempo não parece muito primaveril, em Bragança.

sábado, 16 de março de 2013

Lua Mimas de Saturno, um Pac-Man no espaço

A imagem mostra, à direita, o inesperado e bizarro padrão "Pac-Man" de temperaturas diurnas na superfície da pequena lua de Saturno, Mimas (396 Km de diâmetro), observada em luz visível à esquerda.
O mapa das temperaturas foi obtido a partir de dados recolhidos pela sonda Cassini, que sobrevoou Mimas o mais próximo de sempre, em 13 de Fevereiro de 2010. O mapa mostra uma parte quente à esquerda (em tons amarelo e vermelho) e outra mais fria à direita (onde predomina o azul). As duas áreas estão separadas por uma fronteira acentuada em "V".
Na parte mais fria situa-se a gigante Cratera Herschel, que parece um pouco mais quente que o ambiente à sua volta, e que dá a Mimas a aparência da "Death Star" (Estrela da Morte), do filme "Star Wars."
Crédito: NASA/JPL/GSFC/SWRI/SSI

Monte Sharp visto pelo robô Curiosity

Mosaico de imagens do Monte Sharp, em cor melhorada, obtido pela câmara do mastro do robô Curiosity, em Marte, em 20 de Setembro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech /MSSS

Mosaico de imagens da câmara do mastro (Mastcam) do robô Curiosity, em Marte, mostrando o Monte Sharp, com uma cor melhorada, que torna o céu marciano excessivamente azul, mas mostra o terreno como se estivésse iluminado na Terra. Isto ajuda os cientistas a reconhecerem materiais rochosos, baseando-se na sua experiência de observação de rochas no nosso planeta.
A mesma imagem em cores mais naturais "marcianas", pode ser vista aqui.
O principal destino da missão Mars Science Laboratory (MSL), da NASA, situa-se nas encostas mais baixas do Monte Sharp, embora o robô possa passar algum tempo num local designado por Baía de Yellowknife ("Yellowknife Bay"), onde encontrou evidências de um ambiente favorável à vida microbiana no passado do Planeta Vermelho. As imagens foram obtidas no Dia Marciano 45 (Sol 45) ou 20 de Setembro de 2012, no calendário terrestre.
Fonte: NASA

sexta-feira, 15 de março de 2013

Galinha sem bico já tem uma prótese


Galinha cujo bico tinha sido amputado, e que não voltou a crescer, teve direito a um bico artificial para que pudesse alimentar-se melhor. O material usado na prótese é o mesmo que se usa na reparação de cascos de bovinos, segundo o veterinário responsável pelo implante, Michael Morfett.
Fonte: ÚltimoSegundo

Tubarões do Mediterrâneo e do Mar Negro em risco de extinção

O número de tubarões tem diminuído muito no Mediterrâneo e a sua captura tem aumentado por causa das barbatanas, carne e cartilagem - Crédito imagem: wikipédia

As populações de tubarões nos mares Mediterrâneo e Negro estão em risco de extinção, com consequências graves para os ecossistemas marinhos e cadeias alimentares, de acordo com um novo estudo divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
O estudo "Elasmobrânquios do Mediterrâneo e do Mar Negro: estado, ecologia e biologia," salienta que o número de tubarões tem diminuído muito ao longo dos últimos dois séculos.
“O número de tubarões e o peso das capturas no Mediterrâneo diminuíram mais de 97% nos últimos 200 anos. Se a actual pressão da pesca continuar, correm o risco de extinção”, refere o documento. No Mar Negro, embora a informação seja escassa, as capturas das principais espécies de tubarões também diminuíram para cerca de metade das capturas no início de 1990.
“Esta perda de grandes predadores pode ter implicações graves em todo o ecossistema marinho, afectando substancialmente a cadeia alimentar na região”, de acordo com o estudo.
O documento chama a atenção, que as espécies de peixes cartilaginosos, como os tubarões e raias, "são de longe o grupo mais ameaçado de peixes marinhos nos mares Mediterrâneo e Negro, onde se conhecem 85 espécies diferentes." Das 71 espécies avaliadas no mar Mediterrâneo em 2007, 30 (42 por cento) foram consideradas ameaçadas.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Brincando com água e som

 

Ilusão criada por Brusspup que, através de ondas sonoras consegue moldar água corrente.

Um tributo à sonda MESSENGER


Este vídeo é uma homenagem à missão MESSENGER pelo seu sucesso a orbitar e estudar em pormenor mercúrio, o planeta do Sistema Solar mais próximo do Sol.
Lançada em 3 de Agosto de 2004, a sonda MESSENGER circulou o Sol 15,3 vezes ao longo de seis anos e meio antes de entrar em órbita de Mercúrio, em 18 de Março de 2011. Desde então, já tirou milhares de fotografias, mapeou quase todo o planeta, mostrou que o vulcanismo fez parte do passado de Mercúrio, assim como revelou vários tipos de terreno e até descobriu gelo de água nos seus pólos.
O vídeo com animações e fotos de superfície, da autoria de Indy Kochte, presta um tributo às conquistas da sonda espacial nestes dois anos e a todas as pessoas, técnicos e cientistas, que têm contribuído para desvendar a história e evolução do planeta mais interior do Sistema Solar.

Cometa Pan-Starrs em Bragança

Como a minha máquina viu o cometa Pan-Starrs, depois do pôr-do-sol, em Bragança, nesta quinta-feira (14 de Março). 

Nave espacial observa trânsitos da Terra e da Lua no mesmo dia

Esquerda: Trânsito da Terra observado pela nave SDO, em 11 de Março de 2013. À direita, trânsito da Lua observado pelo SDO, mais tarde e no mesmo dia - Crédito: NASA/SDO

Em 2 de Março de 2013, o Observatório Solar Dinâmico (NASA Dynamics Observatory ou SDO) entrou na sua primeira temporada de eclipses do ano. Durante três semanas, a Terra bloqueia a sua visão do Sol por algum tempo a cada dia, e a nave vê um eclipse do Sol.
No entanto, em 11 de Março, a nave SDO observou dois trânsitos. Primeiro, a Terra bloqueou parcialmente a visão SDO do Sol e, mais tarde no mesmo dia, foi a Lua que passou à sua frente, originando um eclipse parcial.
Na imagem da esquerda captada pelo SDO, o Sol está parcialmente obscurecido pela Terra. Os limites da sombra do nosso planeta não são bem definidos, porque a nave detecta um pouco de luz solar através da atmosfera da Terra. Além disso, a linha da Terra parece quase rectilínea, por ser grande em relação ao Sol, do ponto de vista da nave SDO.
À direita, o eclipse causado pela Lua é diferente. Como o satélite é pequeno e não tem atmosfera, a sua forma curva é bem clara e a linha da sombra nítida.
Qualquer nave espacial que observe o Sol em órbita da Terra enfrenta eclipses como estes. A órbita do observatório SDO está programada para minimizar o problema o mais possível. Em todo o caso, tem duas temporadas de três semanas de eclipses a cada ano. Esta é a temporada da primavera, que termina a 26 de Março. A temporada de outono começa em Setembro.
Fonte: NASA

Meteorologia espacial: Sol produziu duas ejecções de massa coronal (CMEs)

O Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal (CME), a partir do lado esquerdo, pelas 9:25 EDT em 12 de Março de 2013. A parte central do Sol está escurecida com um coronógrafo, para poder observar melhor o que se passa à sua volta - Crédito: ESA e NASA/SOHO

O Sol produziu recentemente duas ejecções de massa coronal, CME. A primeira, em 12 de Março de 2013, foi dirigida a três naves espaciais da NASA, o Spitzer, Kepler e Epoxi. No entanto, não há partículas de radiação associadas ao evento, que poderiam afectar os computadores a bordo.
A segunda CME, em 13 de Março, pode passar pela Terra e onde não se espera um grande impacto.
Modelos de pesquisa experimentais da NASA, baseados em informações dos observatórios Solar Terrestrial Relations Observatory (STEREO) e Solar and Heliospheric Observatory (SOHO), da ESA/NASA, indicam que as duas CMEs deixaram o Sol a cerca de 400 quilómetros por segundo, uma velocidade bastante típica para CMEs.
A ejecção de massa coronal ou CME pode enviar partículas solares para o espaço e chegar à Terra um a três dias mais tarde. Quando dirigida ao nosso planeta, pode provocar uma tempestade geomagnética, por um tempo prolongado, ao encontrar a superfície exterior da magnetosfera que proteje a Terra.
Tempestades semelhantes a estas últimas CMEs costumam originar auroras perto dos pólos, sendo pouco provável que afectem os sistemas eléctricos em Terra ou interfiram com GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicações.
Mais informações em SpaceWeather.com.
Fonte: NASA

Jacaré consegue uma cauda artificial de borracha

 

"Mr Stubbs", um jacaré de nove anos, foi encontrado pela polícia, em 2005, quando era transportado ilegalmente com outros jacarés, numa estrada dos Estados Unidos.
Mas o animal não tinha cauda, provavelmente perdeu-a em luta com outros jacarés. Foi adoptado pela Sociedade Herpetológica de Phoenix, nos Estado Unidos, onde uma equipa de especialistas em próteses humanas, mais especialistas em jacarés, desenvolveu uma cauda artificial de borracha para ajudar "Mr Stubbs" a nadar. É o primeiro animal da sua espécie no mundo a receber uma prótese de cauda.
Acredita-se que ele consiga nadar com eficiência em três a seis meses. Quando ele aprender a controlar totalmente a cauda será capaz de nadar e mergulhar como um animal normal. No entanto, à medida que crescer a prótese necessitará de ser ajustada, pelo menos, 40 vezes.
Fonte: ÚltimoSegundo

quarta-feira, 13 de março de 2013

Telescópio ALMA observa a formação explosiva de estrelas com lente gravitacional

A montagem combina dados do ALMA com imagens do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, de quatro galáxias distantes. As imagens ALMA, apresentadas a vermelho, mostram as galáxias distantes de fundo a serem distorcidas pelo efeito de lente gravitacional, produzido pelas galáxias que se encontram em primeiro plano, e que são apresentadas a azul com dados do Hubble. As galáxias de fundo aparecem em forma de anéis de luz, os chamados anéis de Einstein, rodeando as galáxias mais próximas - Crédito:ALMA (ESO/NRAO/NAOJ), J. Vieira et al.

Observações feitas com o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) mostram que a formação estelar mais intensa no cosmos ocorreu muito mais cedo do que se supunha anteriormente.
Pensa-se que a formação explosiva de estrelas aconteceu em galáxias brilhantes de grande massa, no Universo primordial. Estas galáxias convertem enormes reservatórios de gás e poeira cósmica em novas estrelas a uma taxa impressionante - muito mais rapidamente que a formação estelar noutras galáxias mais calmas como a nossa Via Láctea.
Olhando para estas galáxias distantes - a sua luz demorou muitos milhares de milhões de anos a chegar até nós - os astrónomos conseguem observar esta fase intensa do Universo jovem.
“Quanto mais distante estiver uma galáxia, mais longe no tempo a estamos a ver, por isso ao medir distâncias podemos reconstruir a linha cronológica de quão vigorosa é a formação estelar no Universo nas diferentes épocas da sua história de 13,7 mil milhões de anos,” disse Joaquin Vieira (California Institute of Technology, EUA), que liderou a equipa e é também o autor principal de um dos artigos publicados na revista Nature.
Usando o telescópio ALMA para captar a radiação emitida por 26 destas galáxias, os cientistas ficaram surpreendidos ao descobrir que muitas destas galáxias longínquas e poeirentas que estão a formar estrelas, se encontram ainda mais longe do que esperavam. Isto significa que, em média, os episódios de formação estelar intensa ocorreram há 12 mil milhões de anos atrás, quando o Universo tinha menos de 2 mil milhões de anos, ou seja, mil milhões mais cedo do que se pensava anteriormente.
Além disso, duas destas galáxias são as mais distantes deste tipo de galáxias alguma vez observadas - a sua luz começou a sua viagem quando o Universo tinha apenas mil milhões de anos - e numa delas detectou-se água entre as moléculas observadas, o que marca as observações de água mais distantes no cosmos publicadas até à data.

Sistema estelar mais próximo encontrado no último século

O sistema binário de anãs castanhas, WISE J104915.57-531906, está no centro da imagem maior, captada pelo telescópio WISE, da NASA - Crédito: NASA/JPL/Gemini Observatory/AURA/NSF 

WISE J104915.57-531906, é um sistema estelar constituído por duas estrelas frias anâs castanhas. Foi descoberto pelo telescópio de infravermelho Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), da NASA, e é o sistema estelar mais próximo descoberto desde 1916, e o terceiro mais próximo do nosso Sol, a cerca de 6,5 anos-luz de distância.
Ambas as estrelas do sistema binário são anãs castanhas, estrelas tão pequenas em massa que nunca ficam quentes o suficiente para iniciar a fusão do hidrogénio. Como resultado, elas são muito frias e escuras, mais parecidas a um planeta gigante como Júpiter do que a uma estrela brilhante como o Sol.
O novo sistema foi baptizado de "WISE J104915.57-531906", por ter sido descoberto num mapa de todo o céu, em infravermelho, obtido pelo telescópio WISE. O Observatório Gemini, no Chile, também ajudou a identificar o objecto.
WISE J104915.57-531906 encontra-se a 6,5 anos-luz do Sol, uma distância considerada relativamente pequena em relação à Terra, o que poderá facilitar a procura de novos planetas exteriores ao Sistema Solar. O sistema está ligeiramente mais longe que a segunda estrela mais próxima, a estrela de Barnard, descoberta a 6 anos-luz do Sol, em 1916.
Os sistemas estelares mais próximos são: Alpha Centauri, descoberto a 4,4 anos-luz do Sol, em 1839 e a ténue Proxima Centauri, descoberta em 1917, a 4,2 anos-luz.
Fonte: NASA

Ambientes aquosos diferentes no passado de Marte

As imagens comparam rochas vistas pelos robôs Opportunity e Curiosity, da NASA, em dois locais diferentes de Marte. À esquerda, a rocha "Wopmay", na Cratera Endurance, em Meridiani Planum, estudada pelo robô Opportunity. No lado direito estão rochas da área "Sheepbed", na Baía de Yellowknife, na Cratera Gale, observadas pelo Curiosity - Crédito:NASA/JPL-Caltech/Cornell/MSSS

As duas rochas marcianas mostram antigos ambientes aquosos do Planeta Vermelho, mas não oferecem iguais condições de habitabilidade no seu passado longínquo.
A rocha da esquerda é formada a partir de arenito rico em sulfatos. Os cientistas pensam que as partículas eram, em parte, formadas e cimentadas na presença de água, o mesmo acontecendo com as formações esféricas distribuídas na superfície da rocha. As rochas Meridiani registam um ambiente aquoso antigo que, provavelmente, não era habitável devido à extraordinária acidez da água, pouca energia disponível e grande salinidade que teria impedido o metabolismo microbiano - no caso de alguma vez os microrganismos terem estado presentes.
Os sedimentos muito finos da rocha da Baía de Yellowknife, à direita, registam também um ambiente aquoso antigo e habitável. Provavelmente, foram depositados sob a água e, do mesmo modo, pensa-se que foram cimentados pela água, assim como as formações esféricas da superfície.
Com o tempo, a rocha partiu-se e as fracturas foram preenchidas por minerais de sulfatos, quando a água fluiu através das fracturas (linhas brancas que atravessam a rocha).

terça-feira, 12 de março de 2013

Robô Curiosity encontra condições favoráveis à vida no passado de Marte

O mapa em cor falsa mostra a área dentro da cratera Gale, em Marte, onde o robô Curiosity pousou, em 5 de Agosto de 2012 PDT (6 Ago 2012 EDT) e o local onde o robô recolheu a sua primeira amostra, perfurando a rocha "John Klein", dentro da área da Baía de Yellowknife. Esta rocha encontra-se numa antiga rede de canais de fluxo, descendendo a partir da borda da cratera Gale, com depósitos de aluvião em forma de leque - Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASU

A NASA anunciou hoje (12 de Março) que a análise de uma amostra de rocha recolhida pelo robô Curiosity mostrou que Marte poderia ter tido vida microbiana no seu passado.
Os cientistas identificaram enxofre, azoto, hidrogénio, oxigénio, fósforo e carbono - alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida - no pó que o robô retirou de uma rocha sedimentar perto de um antigo leito da Cratera Gale, no Planeta Vermelho.
A descoberta surge apenas sete meses depois da chegada do robô Curiosity a Marte e cuja missão principal de dois anos é, precisamente, determinar se o planeta já teve um ambiente favorável à vida no seu passado.
Em Fevereiro, o robô perfurou um afloramento rochoso, de nome John Klein, retirando do seu interior uma amostra de pó acinzentado que, depois, foi analisada por dois instrumentos científicos a bordo, Química e Mineralogia (CheMin) e análise de amostras em Marte, ou SAM.
Os resultados indicam que a área que o robô está a explorar, na Baía de Yellowknife, era o fim de um antigo sistema de canais, onde a água fluiu provavelmente há milhões de anos, ou o leito de um lago intermitente que podia ter fornecido energia química e outras condições favoráveis ​​a micróbios.
A rocha contém minerais de argila e sulfatos, sugerindo um ambiente húmido há muito tempo atrás e que era neutro e não muito salgado, ao contrário de outros ambientes em Marte.

Frio extremo e poluição causaram a grande diminuição de ozono no Árctico, em 2011

Mapas das concentrações de ozono sobre o Árctico, obtidos pelo satélite Aura, da NASA. A imagem da esquerda mostra uma concentração relativamente alta, em 19 Março de 2010, e à direita um nível baixo, na mesma data em 2011 - Crédito: NASA / Goddard 

Frio extremo, produtos químicos fabricados pelo homem, e uma atmosfera estagnada, são consideradas as principais causas do aumento do que foi chamado buraco do ozono do Árctico, segundo um novo estudo da NASA.
O estudo publicado no Journal of Geophysical Research-Atmospheres mostra que, embora o cloro seja o maior responsável pela grave perda de ozono no inverno de 2011, as temperaturas excepcionalmente baixas e persistentes também ajudaram a destruição do ozono. Além disso, condições atmosféricas pouco comuns bloquearam o transporte pelo vento do ozono dos trópicos, impedindo o reabastecimento do ozono sazonal até Abril.
Segundo o comunicado da NASA, grande parte de ozono encontrado no Árctico é produzido nos trópicos e transportado para o Árctico. Aqui, a maioria do ozono é destruído dentro do chamado vórtice polar, uma região de ventos circulares fortes que intensificam no final de outono e isolam a massa de ar no interior do vórtice, mantendo-a muito fria.
Na maioria dos anos, o vórtice do Árctico é levado para latitudes mais baixas mais no final do inverno, onde quebra. Em 2011, isso não aconteceu. Uma atmosfera invulgarmente calma fez que o vórtice do Árctico permanecesse forte durante quatro meses, mantendo as temperaturas baixas mesmo depois de reaparecer o Sol em Março, o que levou à destruição de mais ozono.
As concentrações de ozono subiram rapidamente e atingiram níveis normais em Abril de 2011, quando o vórtice desapareceu e o transporte de ozono tropical foi retomado.

Rhea, lua de Saturno, observada pela sonda Cassini

Rhea, lua de Saturno observada em 10 de Março de 2013, pela sonda Cassini, a cerca de 280.317 km - Crédito:NASA/JPL/Space Science Institute

Imagem de Rhea, lua gelada de Saturno. Mostra uma superfície antiga, cheia de crateras resultantes de impactos com muitas rochas espaciais.
A imagem foi obtida em 10 de Março de 2013, e recebida na Terra no mesmo dia, pela sonda Cassini a 280.317 km de distância, durante o seu último voo rasante à lua para medir o campo de gravidade.
Na sua maior aproximação a Rhea, Cassini captou várias imagens da superfície áspera e gelada da lua e também tentou detectar quaisquer detritos de poeira projectados para fora da superfície pelo bombardeamento de minúsculos meteoros, usando o seu analisador de poeira cósmica. Estes dados irão ajudar os cientistas a compreender a taxa a que objectos espaciais estranhos estão a cair no sistema de Saturno.
Fonte: NASA

segunda-feira, 11 de março de 2013

Surfista mordido por tubarão passou a defender a sua preservação


Depois de ter sido mordido por um tubarão numa praia da Califórnia, em 1998, Jonathan Kathrein, passou a ser um activista na defesa dos tubarões, seriamente ameaçados pelas suas barbatanas, usadas para fazer sopa no Japão, China e países asiáticos.
Kathrein dá palestras e escreve livros sobre a sua experiência, tentando consciencializar os jovens para os problemas que enfrentam os tubarões e a necessidade da sua protecção.
Fonte: ÚltimoSegundo

Afinal não havia uma nova bactéria na Antárctida, era apenas contaminação

Estação Russa Vostok, próxima do lago com o mesmo nome, o maior da Antárctida - Crédito: wikimédia commons

Uma agência de notícias russa anunciou, a semana passada, que uma equipa de cientistas tinha encontrado no Lago Vostok da Antártida, isolado pelo gelo durante cerca de 15 milhões de anos, uma bactéria que parecia nova para a ciência.
Agora, Vladimir Koroliov, director do laboratório de genética do Instituto de Física Nuclear de San Petersburgo, diz que apenas foram detectados "microorganismos contaminantes". O especialista desmente, assim, as informações sobre a possibilidade de uma nova bactéria.
É opinião corrente que os cientistas russos se precipitaram na divulgação da notícia, ignorando a chamada revisão por pares (peer review), que é um processo científico a que todos os resultados devem ser submetidos antes da sua publicação, geralmente na forma de um artigo numa revista científica.
Na revisão por pares, o trabalho científico é submetido ao escrutínio de um ou mais especialistas do mesmo escalão que o autor, que frequentemente fazem comentários ou sugerem a edição do trabalho analisado, contribuindo para a sua qualidade. As publicações que não passaram pela revisão paritária tendem a ser menos consideradas pelos académicos e profissionais de várias áreas.
Segundo Peter Doran, pesquisador do Árctico e Antárctida, na Universidade de Illinois, em Chicago, "pode dizer-se o que se quiser num comunicado de imprensa". E acrescentou "a literatura de revisão por pares, pelo contrário, é muito controlada. Precisa ser fundamentada e escrita em linguagem clara."
Fonte: OurAmazingPlanet

O mau tempo não deixa ver o cometa Pan-STARRS


Dizem os especialistas que o cometa Pan-STARRS deve estar atrás destas nuvens azuis e negras. As condições meteorológicas não permitem ver o corpo espacial em Bragança hoje, e as previsões para os próximos dias também não são animadoras. Nos dias 12 e 13 ele vem acompanhado da Lua no início do quarto crescente. Se houver alguma aberta...
Descoberto em 2011, o cometa fez a sua maior aproximação ao Sol no domingo (10 de Março). Será visível, no hemisfério norte, durante o mês de Março, ficando cada vez mais ténue e difícil de observar.
Em Novembro próximo, chega o cometa ISON que os especialistas esperam que seja muito brilhante, e possa eclipsar o brilho da Lua Cheia.

Mais cinco espécies de tubarões poderão ficar mais protegidas

O tubarão-de-pontas-brancas-oceânico (Carcharhinus longimanus), extremamente raro, é uma das cinco espécies a proteger, regulando o seu comércio. Esta e outras espécies de tubarão estão ameaçadas pela sobrepesca, com a crescente procura de barbatanas para sopa - Crédito: wikipédia

Cinco espécies de tubarão em perigo, mas com valor comercial, podem vir a receber mais protecção, segundo uma decisão tomada esta segunda-feira na conferência internacional em Banguecoque, Tailândia.
A decisão, tomada por maioria de dois terços, foi saudada pelos activistas do ambiente como histórica e um grande avanço para a conservação marinha.
Se a decisão for aprovada no plenário final da conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens (Cites, na sigla em inglês), as cinco espécies – o tubarão-de-pontas-brancas-oceânico (Carcharhinus longimanus), o tubarão-sardo (Lamna nasus) e os tubarões-martelo recortado (Sphyrna lewini), gigante(Sphyrna mokarran) e liso (Sphyrna zygaena) – passarão a integrar o anexo II da Cites, a lista de espécies não necessariamente ameaçadas, mas cujo comércio precisa ser controlado, para que não corram perigo de extinção.
Actualmente, apenas o tubarão-branco, o tubarão-baleia e o tubarão-frade fazem parte do Anexo II da Cites.

domingo, 10 de março de 2013

Quatro asteróides aproximaram-se da Terra numa só semana

Asteróides e cometas que atravessam o Sistema Solar constituem um potencial perigo para a vida na Terra - Crédito: NASA (reprodução)

Na última semana, quatro asteróides visitaram a Terra. Uma rocha do tamanho de um campo de futebol e três mais pequenas passaram na nossa vizinhança, entre 4 de Março e hoje (10 de Março). Todos eles foram descobertos este mês, como está registado nos seus nomes, 2013, ano da descoberta.
Os asteróides viajam a velocidades extraordinárias. Talvez tenham razão aqueles cientistas que baptizaram o sistema solar como um "campo de tiro cósmico"! E o nosso bonito Planeta Azul está nesse movimentado campo!
O maior asteróide, 2013 ET, com cerca de 140 metros de comprimento, aproximou-se da Terra este sábado (9 de Março), passando dentro de 965.606 km ou próximo a 2,5 vezes a distância entre a Terra e a Lua. Até 3 de Março, quando foi descoberto, ninguém sabia da sua existência. Mas se houvesse um impacto, ele poderia ter destruído uma cidade.
Também no sábado, um pequeno asteróide de 7 metros de diâmetro, 2013 EC20, fez um voo rasante ao nosso planeta, a uma distância de 150.000 km, menos da metade da distância à Lua.
Outras duas rochas espaciais aproximaram-se da Terra nos últimos sete dias, asteróide 2013 EC e asteróide 2013 EN20, que sobrevoaram o planeta a 4 e 10 de Março, respectivamente.
O asteróide 2013 EC, com 12 metros de comprimento, passou a cerca da mesma distância da Lua, perto de 383,000 km, em 4 de Março. Foi descoberto apenas dois dias antes.
O asteróide 2013 EN20, de 7 metros de diâmetro, aproximou-se do nosso planeta hoje, logo a seguir à órbita da Lua. Só foi descoberto a 7 de Março.

sábado, 9 de março de 2013

Satélite da ESA é o primeiro sismómetro em órbita

Terramoto de Tohoku do Japão, detectado no espaço pelo satélite GOCE, da ESA, através das ondas sonoras que ele produziu - Crédito:ESA/IRAP/CNES/TU Delft/HTG/Planetary Visions

Na segunda-feira (11 de Março), o Japão recorda as 20.000 pessoas que morreram no grande terramoto e tsunami que devastou a costa nordeste, há dois anos. Foi tão grande que os seus efeitos foram sentidos no espaço.
Cientistas descobriram que o satélite GOCE, da Agência Espacial Europeia (ESA), também sentiu o terramoto de Tohoku no espaço e, pela primeira vez, detectou as ondas sonoras que ele provocou enquanto se propagou.
Os terramotos criam ondas sísmicas que se propagam através do interior da Terra, mas os grandes terramotos também fazem vibrar a superfície do planeta como se fosse um tambor, o que produz ondas sonoras que se deslocam para cima, através da atmosfera.
O tamanho das ondas aumenta a partir da superfície, desde centímetros até quilómetros em altitudes de 200-300 quilómetros. Aqui, chegam apenas sons de baixa frequência que causam movimentos verticais que expandem e contraem a atmosfera através da aceleração de partículas de ar.
O satélite GOCE foi lançado em 2009 e está a mapear a gravidade da Terra com grande precisão, orbitando a menor altitude que os satélites de observação terrestre, a menos de 270 Km, mas onde encontra ainda a resistência do ar no final da atmosfera.
Quando o satélite passa através das ondas sonoras do terramoto, ele detecta os deslocamentos verticais da atmosfera envolvente, de um modo semelhante aos sismómetros na superfície da Terra. GOCE surge, assim, como o primeiro sismómetro no espaço, em órbita do nosso planeta. É mais uma ferramenta de ajuda aos sismólogos, que agora também já podem olhar para o céu para melhor entenderem o que se passa debaixo dos seus pés.
Fonte: ESA e Europapress.es

sexta-feira, 8 de março de 2013

Cientistas russos pensam ter encontrado nova forma de vida num lago subterrâneo da Antárctida

A localização do lago Vostok, no coração da camada de gelo do leste da Antárctida, torna-o um dos ambientes mais inóspitos do planeta. Foi encontrado na década de 1990, com ajuda de cientistas britânicos. Com uma área de 15.000 quilómetros quadrados e uma profundidade que pode ir a mais de 800 metros, debaixo de uma camada de gelo com quase 4 Km de espessura, o lago Vostok é semelhante em tamanho ao Lago Baikal, na Sibéria ou Lago Ontário na América do Norte - Crédito imagem: wikipédia

Uma equipa de cientistas russos anunciou que julga ter descoberto uma nova forma de vida, isolada durante milhões de anos no lago subglacial de Vostok, debaixo do gelo do sul da Antárctida. O lago permaneceu intacto durante pelo menos 14 milhões de anos.
Foram recolhidas amostras de água no lago subterrâneo, em maio de 2012, depois de dez anos de perfuração da capa de gelo que o cobre. As amostras continham uma bactéria que não se assemelha a qualquer uma já existente.
«Depois de excluir todos os possíveis elementos de contaminação, foi encontrado ADN que não coincide com qualquer um dos tipos já conhecidos. Trata-se de uma forma de vida não classificada e não identificada», afirmou Sergei Bulat, do St Petersburg Nuclear Physics Institut.
Novas amostras de água serão recolhidas do Lago Vostok, numa nova expedição em Maio, para confirmar a presença da bactéria.

Meteorito de 18 Kg encontrado na Antárctida

Plataforma de gelo na Antárctida - Crédito. wikipédia

Um grupo de oito cientistas, que procurava meteoritos espalhados por todo o campo de gelo de Nansen, encontrou o que pensam ser um condrito de 18 Kg, o tipo mais comum de meteoritos.
A equipa descobriu um total de 425 meteoritos, com um peso total de 75 kg durante a expedição de 40 dias ao campo de gelo, a 140 quilómetros a sul da base científica belga Princess Elisabeth – situada nos montes Sør Rondane, na Antárctida –, e a uma altitude de 2900 metros.
A descoberta foi inesperada para os pesquisadores, não só pelo tamanho do meteorito mas, sobretudo, porque não é normal encontrar meteoritos tão grandes neste continente austral. É a maior rocha encontrada desde 1988 na plataforma de gelo da Antárctida Oriental.
"Estudamos meteoritos, para entender melhor como se formou e evoluiu o sistema solar, e perceber como a Terra se tornou num planeta único no nosso sistema solar", disse Vinciane Debaille, geóloga da Universidade Livre de Bruxelas (ULB), num comunicado da International Polar Foundation.
Fotografias do meteorito e da expedição na Antárctida aqui.
Fonte: Comunicado da International Polar Foundation

Dia Internacional da Mulher 2013

Celebrando o Dia Internacional da Mulher 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Nave espacial observa eclipse solar

 

 Esta quinta-feira (7 de Março de 2013), o observatório Solar Dynamics Observatory (Observatório Solar Dinâmico), da NASA, observou a Terra passando em frente do Sol. O resultado, é um frenético vídeo mania!
Crédito: VideoFromSpace

Tempestades e mais tempestades!

Imagem da Terra captada pelo satélite meteorológico EUMETSAT, em 29 de Janeiro de 2013, mostrando várias tempestades - Crédito: NASA/Earth Observatory/Robert Simmon

As tempestades podem ter vários nomes. Nos boletins meteorológicos ouvem-se tempestades de neve, chuvas de granizo, nevões, sistemas de baixa pressão, furacões, tornados, tempestades tropicais, entre outras.
Na pesquisa em meteorologia e climatologia há uma maneira mais simples de classificar as tempestades: trovoadas, ciclones tropicais, mais conhecidos por furacões e tufões e, ainda, ciclones extratropicais. Todas são perturbações atmosféricas que redistribuem o calor e produzem uma combinação de nuvens, vento e precipitação.
O satélite meteorológico EUMETSAT, em 29 de Janeiro de 2013, captou a imagem acima da Terra, que mostra exemplos dos três tipos de tempestades. As trovoadas são as menores, os ciclones tropicais são significativamente maiores e os ciclones extratropicais são ainda os maiores.
Nas imagens de satélite, as nuvens de um ciclone extratropical maduro estão estendidas e em forma de vírgula, enquanto nos ciclones tropicais maduros estão dispostas em espiral e muitas vezes têm um olho distinto no centro. As nuvens de trovoada apresentam forma irregular e com cúmulos de nuvens imponentes ondeando para cima, criando uma aparência texturizada nos topos das camadas de nuvens.
Os três tipos de tempestades requerem humidade, energia e certas condições de vento para se desenvolverem, mas a combinação dos ingredientes varia de acordo com o tipo de tempestade e as condições meteorológicas locais.
Fonte: NASA/Earth Observatory

Por que procura o robô Curiosity moléculas orgânicas?


O vídeo, com cerca de 60 minutos, explica o que são moléculas orgânicas e o que elas permitem descobrir sobre a história de Marte.
Mais informações no site da missão.

Países não estão de acordo quanto à protecção dos ursos polares

Más notícias para os ursos polares: países não estão de acordo quanto à sua protecção - Crédito imagem: wikipédia

Foi rejeitada uma tentativa de proibir o comércio de ursos polares, esta quinta-feira (7 de Março), durante a conferência internacional sobre o comércio de espécies selvagens, que decorre em Banguecoque, entre 3 e 14 de Março.
Os Estados Unidos tentavam impedir a venda de peles, dentes e patas de ursos polares, uma espécie ameaçada de extinção, propondo passar os ursos para o Anexo I da Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies Selvagens (Cites, na sigla em inglês). Os animais e plantas deste anexo só podem ser comercializados em circunstâncias muito excepcionais, como acontece com os elefantes.
No entanto, a proposta não teve o apoio do Canadá, Gronelândia e Noruega que, juntamente com os Estados Unidos e a Rússia, compartilham a população de ursos polares do planeta. A proposta dividiu também outros países, e acabou por não ser aceite. A União Europeia absteve-se da votação final e Portugal não se mostrou favorável à pretensão dos Estados Unidos.

Sonda MESSENGER fez o mapa completo do planeta Mercúrio

Mapa global de Mercúrio mais completo de sempre, criado com imagens da sonda MESSENGER, da NASA. Foi divulgado em 22 de Fevereiro de 2013. A visão apresentada aqui é semelhante a uma anterior, publicada em Outubro de 2011, mas agora a cobertura é mais completa - Crédito: NASA / Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory / Carnegie Institution of Washington 

Pela primeira vez, a superfície do planeta Mercúrio foi completamente mapeada. Os cientistas da missão MESSENGER, da NASA, anunciaram que a sonda tinha fotografado toda a superfície do planeta.
A sonda está em órbita de Mercúrio desde Março de 2011. Antes dela, a sonda Mariner 10, da NASA, fotografou menos de metade da superfície do planeta em vários voos rasantes, em 1974 e 1975.
MESSENGER é a primeira sonda a orbitar o planeta e, para além de fotografar as partes invisíveis de Mercúrio, melhorou bastante a resolução dos mapas existentes. Os seus sete instrumentos científicos e de investigação por rádio estão a contribuir para desvendar a história e evolução do planeta mais interior do Sistema Solar.
MESSENGER já mostrou que o vulcanismo fez parte do passado de Mercúrio, assim como revelou vários tipos de terreno do planeta como, por exemplo, umas cavidades na superfície que os cientistas suspeitam que são criadas quando materiais voláteis sublimam para fora da superfície, devido às temperaturas e ambiente espacial.
Mais informações sobre a missão MESSENGER em http://messenger.jhuapl.edu/index.php

Cometa Pan-STARRS brilha no céu do hemisfério norte este mês

Talvez 12 e 13 de Março sejam os melhores dias para ver o cometa Pan-STARRS, quando ele surge no céu do pôr-do-sol, a oeste, não muito longe da lua crescente. Podem ser precisos binóculos para ver a cauda - Crédito:NASA

O primeiro dos dois cometas brilhantes previstos para 2013, cometa Pan-STARRS, começa a aparecer no céu nocturno do hemisfério Norte, nesta quinta-feira (7 de Março), depois de passar meses a aparecer no céu do hemisfério sul. Embora não tão brilhante como se pensava, será mais brilhante do que qualquer cometa visto nos últimos anos.
O cometa Pan-STARRS foi descoberto, em Junho de 2011, por astrónomos através do telescópio Panoramic Survey Telescope & Rapid Response System, ou telescópio Pan-STARRS, no Havaí, daí o seu nome.  Designado oficialmente por C/2011 L4, o cometa será facilmente visível a olho nu, embora os binóculos ajudem a detectá-lo melhor contra o céu crepuscular. Se o tempo permitir, o cometa pode ser tão brilhante quanto uma estrela de primeira magnitude.
A melhor maneira de ver o cometa, é procurá-lo a oeste, à esquerda do ponto do horizonte onde o sol se põe, logo depois do pôr-do-sol nos próximos dias. Quanto mais baixo for o horizonte ocidental, mais cedo se pode ver o objecto. Quanto mais para sul se viver na Terra, melhor também. Qualquer neblina no ar pode impedir de ver o cometa.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Medindo o Universo com mais precisão

Ilustração de um par de estrelas, binário de eclipse. Uma longa série de observações de binários de eclipse frios muito raros, levou à determinação mais precisa até agora da distância à Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha da Via Láctea, um passo importante na determinação de distâncias no Universo - Crédito:ESO/L. Calçada

Depois de quase uma década de observações cuidadas, uma equipa internacional de astrónomos mediu, com grande precisão, a distância à nossa galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães.
Utilizando telescópios do Observatório de La Silla do ESO, no Chile, e outros, os astrónomos observaram cuidadosamente uma classe rara de estrelas duplas da Grande Nuvem, chamadas binário de eclipse, conseguindo deduzir um valor muito mais preciso da distância à Grande Nuvem de Magalhães : 163.000 anos-luz.
As novas medições constituem um passo crucial na determinação de distâncias no Universo, que ajudam a determinar melhor a taxa de expansão do Universo - a constante de Hubble - e são importantes para a compreensão da misteriosa energia escura, que faz acelerar a expansão.

Grande asteróide aproxima-se da Terra este fim-de-semana

Gráfico da órbita do asteróide 2013 ET (azul escuro) - Crédito: NASA/JPL Small-Body Database

Um asteróide recentemente descoberto, com o tamanho de um campo de futebol (100 metros de largura), vai passar a 960.000 km da Terra neste fim-de-semana.
A rocha espacial, designada 2013 ET, vai fazer a sua maior aproximação no sábado, 9 de Março, poucos dias depois de outro asteróide de 10 metros de largura, 2013 EC, ter passado em segurança a 370.000 km do nosso planeta, em 4 de Março de 2013.
Na sua maior aproximação, o asteróide 2013 ET vai passar a uma distância equivalente a 2,5 vezes a da Terra à Lua, tornando-se dificel de ver. O Virtual Telescope Project (Projecto de Telescópio Virtual), da responsabilidade do astrofísico Gianluca Masi, vai transmitir ao vivo o voo deste asteróide por telescópio, na sexta-feira(8 de Março), com início às 02:00 EST (19:00 GMT), e que pode ver-se no endereço http://www.astrowebtv.org
De acordo com os cientistas, não há perigo de 2013 ET atingir o planeta, tal como aconteceu com o asteróide 2013 EC. No entanto, as suas passagens causam alguma preocupação, atendendo a que ambos foram descobertos há poucos dias.

O oceano da lua Europa está em contacto com a superfície

Ilustração da lua Europa (em primeiro plano), Júpiter (à direita) e a lua Io (no meio). Com as novas evidências na lua Europa, de Júpiter, os astrónomos acreditam que sais de cloretos sobem a partir do oceano líquido subterrâneo e alcançam a superfície gelada da lua, onde são bombardeados com o enxofre dos vulcões da lua Io, de Júpiter - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Cientistas do California Institute of Technology(Caltech) e do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, encontraram a maior evidência de que a água salgada do vasto oceano líquido debaixo da camada exterior gelada da lua Europa, na realidade não está isolada, mas está em contacto com a superfície gelada e, inclusivamente, há uma troca de produtos químicos.
A descoberta, baseada em dados colhidos desde a missão Galileo (1999 a 2003) até ao presente, sugere que há uma troca química entre o oceano e a superfície, tornando o oceano mais rico quimicamente.
Os investigadores detectaram produtos químicos na superfície congelada de Europa que só poderiam vir do oceano subterrâneo, o que implica que os dois estão em contacto e, potencialmente, pode constituir uma abertura para um ambiente que pode ser capaz de suportar vida como a conhecemos.
O trabalho está descrito num artigo que foi aceito para publicação no Astronomical Journal.

terça-feira, 5 de março de 2013

Cometa vai passar à porta de Marte em Outubro de 2014

O gráfico de computador mostra a órbita do cometa 2013 A1 (Siding Spring), através do sistema solar interno. Em 19 de Outubro de 2014, espera-se que ele passe a uma distância inferior a 186.000 milhas (300.000 quilómetros) de Marte - Crédito: NASA / JPL-Caltech

O cometa 2013 A1, também chamado de Siding Spring, vai passar perto de Marte, em Outubro de 2014. O objecto foi descoberto por Rob McNaught, em 3 de Janeiro de 2013, no Observatório Siding Spring, na Austrália. No entanto, o estudo de observações de arquivo permitiram identificar o cometa por volta de Outubro de 2012.
A última trajectória do cometa 2013 A1, obtida pelo Programa Near-Earth Object, da NASA, indica que o corpo vai passar dentro de 300.000 quilómetros de Marte, e com uma forte possibilidade de passar muito mais perto.
Estimativas actuais, baseadas em observações de 1 de Março de 2013, dizem que passará a cerca de 50.000 quilómetros da superfície do Planeta Vermelho, uma distância duas vezes e meia a da órbita da lua exterior, Deimos. Os cientistas esperam que observações futuras possam fornecer dados para determinar uma órbita cada vez mais correcta.
De qualquer modo, Marte fica na faixa de caminhos possíveis para o cometa Siding Spring e não se pode excluir a possibilidade de um impacto. Os cientistas pensam que o corpo gelado - com um diâmetro entre 8 e 48 Km - já se encontra a viajar no espaço há mais de um milhão de anos, vindo da nuvem de Oort do Sistema Solar.

Efeito lente gravitacional cria invasor espacial de jogo de computador

O campo gravitacional do aglomerado de galáxias, Abell 68, actua como uma lente natural no espaço, e ampliou e distorceu a imagem de uma galáxia espiral muito distante (na parte superior esquerda da imagem), dando-lhe a aparência de um invasor espacial do jogo de computador "Space Invaders!", de 1970 - Crédito:NASA/ESAe the Hubble Heritage/ESA-Hubble Collaboration

Este objecto de aparência estranha, na imagem do Telescópio Espacial Hubble, na realidade é uma miragem criada pelo campo gravitacional de um aglomerado de galáxias em primeiro plano, Abell 68, que curvou o espaço e distorceu as imagens de fundo de galáxias mais distantes.
A imagem de uma galáxia espiral na parte superior esquerda foi ampliada e distorcida, ficando com a aparência de um alienígena do clássico jogo "Space Invaders!", de 1970. Uma imagem menos distorcida da mesma galáxia aparece à esquerda da grande e brilhante galáxia elíptica.
Objectos de grande massa, como aglomerados de galáxias, podem deformar o espaço-tempo, de modo que a luz que passa por eles segue uma trajectória curva e produz imagens distorcidas. O fenómeno é conhecido como lente gravitacional, porque muitas vezes amplia as imagens de objectos distantes, que de outro modo não seriam visíveis.
O campo gravitacional do grande aglomerado de galáxias Abell 68, actuou como uma lente natural no espaço, avivando e ampliando a luz vinda de galáxias de fundo, muito distantes. Assim, esta lente cósmica criou uma paisagem de imagens distorcidas das galáxias de fundo. O aglomerado está a 2.000 milhões de anos-luz, e as imagens ampliadas vêm de galáxias que estão muito atrás dele.
O efeito de lente gravitacional é uma ferramenta poderosa na astronomia, pois permite que os cientistas consigam aumentar ainda mais o poder de ampliação dos seus melhores telescópios, e possam observar alguns dos objectos mais distantes e ténues do Universo.
Fonte: NASA

Matemática do Planeta Terra 2013

Entre os grandes problemas matemáticos ligados ao planeta Terra estão os económicos e os modelos climáticos relacionados com as alterações do clima - Crédito imagem: NASA

Hoje a Europa celebra o lançamento do Ano Internacional da Matemática do Planeta Terra 2013 (MPE2013), que visa mostrar aos cientistas e sociedade em geral como a matemática é importante nas questões relacionadas com o Planeta Terra.
A matemática desempenha um papel central no esforço científico para entender e lidar com os desafios para o planeta e a nossa civilização, neste início do século XXI, nomeadamente a energia para sustentar a civilização, a alimentação e a água para uma população crescente, as alterações climáticas, a sustentabilidade das cidades, as epidemias, a poluição, a crise económica.
Para além da componente científica, Matemática do Planeta Terra 2013 tem também uma componente de divulgação que ilustra para o público e escolas o papel das ciências matemáticas para ajudar na resolução de alguns dos problemas mais prementes do mundo.
Ao longo do ano de 2013 estão previstas várias actividades, no âmbito do programa MPT2013, subordinadas a quatro grandes temas: um planeta por descobrir, onde cabem os temas dos oceanos, dos recursos naturais ou do clima; um planeta suportado por vida, com a biodiversidade ou a ecologia; um planeta organizado por humanos, onde se inserem os sistemas políticos, económicos, sociais e financeiros; e um planeta em risco, onde se destacam as mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável.
A iniciativa tem o apoio da União Internacional de Matemática (IMU), e o envolvimento da UNESCO. A abertura oficial do ano MPT2013 decorre esta terça-feira (5 de Março), na sede da UNESCO, em Paris. Em Portugal, a cerimónia de abertura decorrerá pelas 19 horas, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Mais informações no site oficial para Portugalhttp://www.mat.uc.pt/mpt2013/
Fonte: via Publico.pt e MPT2013